terça-feira, 28 de agosto de 2012

O DIA EM QUE CONHECI O ANIME



Era tarde e eu junto com meus colegas fui à mata do bairro central de Benjamim Constant (AMAZONAS) buscando nos aventurar em mais uma empreitada através da mata fechada, ali havia uma trilha que dava nos fundos de um lugar chamado Campus Avançado (que acredito eu hoje ser propriedade da UFAM)  nosso objetivo principal eram as plantações de frutas que havia no fundo onde “coletávamos” algumas.


Depois de 20 minutos de caminhada desviando de galhos, espinhos, lama e arame farpados havíamos conseguido uma melancia, mangas, jambo, goiabas e ingás. Fomos ate nosso atual esconderijo uma casa de madeira em construção perto de minha casa onde nos deliciamos com nosso banquete falando do acontecido como guerreiros medievais em um pub antigo.



Depois brincamos da PIRA (PEGA PEGA)trepados numa mangueira velha plantada próxima ao hospital local por horas arriscando nossas vidas saltando de um lado a outro como macacos em um galho. Duas horas depois todos cansados e sujos com musgo da copa das arvores voltam cada um para suas casas, eu entro na sala e esfriando o corpo para o banho ligo a tv na Manchete esperando ver Jiraya e vejo uma musica que me lembro ate hoje...

Os guardiões do universo ão de vencer o mal...
O seu destino é combater, por um mundo ideal!
Cavaleiros do Zodíaco! Lutadores com poder astral!
Se o inimigo é demoníaco sua luta é mortal...

Perplexo apenas fico parado vendo um garoto vencendo um gigante na pancada, arrancando a orelha dele e depois vestindo uma armadura estilosa, nada desde Thundercats havia me prendido tanta a atenção, na manha seguinte era o assunto do colégio mas ainda encontrava um ou outro palerma que havia perdido o primeiro episodio.


Para minha surpresa na manha seguinte o episodio continuava onde havia parado, nada de outra historinha nem lição de moral no final como no desenho do Rambo, havia porrada, havia sangue, era ótimo estar vivo e ser criança afinal!


Nas semanas seguintes um vendedor trouxe da Colômbia tazos de plástico dos Cavaleiros para colecionar, depois figurinhas e depois brinquedo foram os melhores dias da minha vida...ate acabar com toda minha mesada neles e não ter como jogar game com o pessoal na locadora FUUUUUUUUUUUUUU mas valeu a pena vendi mais tarde por 5 vezes o valor.

Hoje sempre que passo por uma banca de jornal e mercearia fico observando a nova geração mais digitalizada pensando no tempo que passou e em como a felicidade que sentira ficou para trás, mas ao ver a alegria estampada no rosto de um jovem otaku vejo ela viva diante de meus olhos.