segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

COMO OS REGIONALTAS SALVARAM O NATAL




O ano de 2012 ficou conhecido há poucos dias assim como outros que se passaram como...

“O ANO QUE A TERRA JÁ ERA”
 
Assim a vida foi indo, uns seguiram achando que era lorota outros deixaram de pagar ate suas sagradas contas na certeza do fim do amanhã, mas havia um pequeno grupo que estava se preparando não pela possibilidade do fim, mas por um costume diário. Um grupo seleto de pessoas que deuses, demônios e outras entidades temem e alguns ate reverenciavam por sua bravura, um grupo de humanos conhecido apenas como REGIONALTAS...
 
Naquela noite fatídica o grupo estava todo reunido em uma pequena casa jogando em frente a um computador, todos felizes e rindo comendo pizza com refrigerante. A tranquilidade e alegria preenchiam o lugar apesar do clima de rivalidade, em todo o lugar fora dali as pessoas esperavam para ver o que iria acontecer com preocupação ou desdém diferente dali.


A noite avança e o relógio segue com sua jornada inevitável, ao marcar das 23:30 o notebook e desligado, assim  todos guardam seus joysticks acomodando sobre a mesa e seguem da sala para os fundos da casa. Cada um aqueles homens observava através das fendas na parede de madeira o quintal buscando algo, o vento soprava batendo forte nas paredes da morada fazendo um leve assobio.
De repente uma luz leve começa a iluminar uma parte daquele lugar, a terra começa a curvar para cima empurrada por algo que brotava do solo. A luz se intensificava conforme algo emergia do chão, de baixo da terra brota um imenso calendário maia esculpido em pedra, um dos símbolos no centro dele começa a girar seguido por uma rachadura que se abre bem no meio dividindo o em dois.
Os pedaços começam a se separar e no meio deles aparece um raio que se expande formando uma onda que cria assim uma abertura dimensional, ao mesmo tempo algumas ondas de choque tocam o solo criando fissuras no chão onde começam a surgir esqueletos todos com a carne seca melados com uma substancia pastosa negra e fedendo a enxofre.
O grupo na casa observa enquanto tudo acontecia, todos armados com bastões, enxadas, machados e pés de cabra, uma onda de choque sai do portal passando pela cerca da propriedade criando uma fenda na rua que libera dois esqueletos fora daquele perímetro que logo atacam um mendigo desavisado que dormia ali fazendo em pedaço e comendo sua carne em como urubus que disputam uma carniça.
De dentro da casa o grupo de jovens sinalizam um ao outro com a cabeça em sinal de concordância, eles abrem a porta e avançam em direção ao portal ferozmente  atacando os esqueletos que avançam sobre eles com golpes na cabeça abrindo passagem, um por um os mortos são reduzidos a cinza que logo viram pó se esvaindo em uma fumaça negra.
O portal treme e do seu centro uma luz vermelha irradia criando mais criaturas fazendo um numero cada vez maior de esqueletos saírem por ele, eles começam a surgir cada vez mais rápido como se o obelisco tentasse se proteger da investida dos atacantes. Pressionado o grupo intensifica também seus avanços vencendo o mar de mortos que apareciam somente com as força dos braços, um deles num movimento de giro bruto derruba uma fileira de monstros  que se acumula no portal.
Ele aproveita esse instante e corre para bem perto do portal pela lateral, com um berro ele desfere um golpe que explode a cabeça da sua arma uma enxada na lateral do calendário maia. A pancada cria uma fenda e o portal se fecha, uma energia percorre o portal que começa a brilhar alternadamente hora em vermelho e numa cor azulada.



O brilho alterna intensamente entre azul e vermelho fazendo o portal ruir ate explodir gerando uma onda de choque que sai destruindo os esqueletos restantes com o passar dela, quando tudo se acalma o calendário some virando pó e as rachaduras se fecham fazendo tudo voltar ao normal.
Os jovens sorriem alegres de maneira cafajeste e um deles fala com o outro.
-Belo golpe Darkeholy, mais um pouco e agente já era.
Darkeholy: Não fui eu foi o Larry agradeça a ele.
-Incrível ser aqui na sua casa o local exato do fim do mundo, mas como ele sabia?
Darkeholy: Esse esper nasceu da vontade e insegurança de todos que caíram nessa conversa de 2012, o mundo não ia acabar realmente ate esse boato maluco se espalhar anos atrás e fazer nascer essa coisa.
-Agora... Por que aqui exatamente?
Darkeholy: Foi simples, para atrair ele bastava apenas nos concentrar em acreditar que seria mesmo o fim do mundo mesmo um pouco que fosse para que Larry pudesse atuar em nosso interior.
-Entendo... Por isso você fez essa festa de despedida absurda conosco.
Darkeholy: Sim uma ultima festa antes do fim, com sua força esper bastou Larry intensificar em nos esse sentimento de incerteza, de forma que ficasse maior que em qualquer lugar no planeta para atrair essa coisa para onde haveria quem alimentasse sua crença.
-Pelo menos não é como das outras vezes que tivemos que limpar a bagunça, e agora o que fazemos?
Darkeholy: Vamos dormir... Esta tarde e estou muito cansado, salvar o mundo me deixa com sono...
Ele se vira de costas indo em direção a casa falando com Larry na sua mente.
Larry: Por que não contou a eles? Por que não contou que foi seu desejo de ver o fim do mundo que atraiu ate aqui aquele esper?
Darleholy: Não é importante, afinal se eu achasse mesmo que esse mundo não vale a pena por que eu teria feito tudo isso
Larry: Você...

E assim todos foram dormir apos 3 horas de multiplayer no Bomberman de SNES seguido por uma chuva que facilitou o bom sono de todos, naquela noite fatídica o Natal e o mundo foi salvo mais uma vez pelas mãos dos anônimos regionaltas.

FIM.