sábado, 23 de fevereiro de 2013

DOSSIÊ LARRY #5



No colégio Imaculada Conceição havia um lugar escuro chamado "O Cemitério", onde eram jogadas as carteira velhas que ali se amontoavam formando varias pilhas enormes de madeira com estacas pontiagudas de lascas e ferro, o lugar era também usado por alunos que matavam aula para fumar, se encontrar com meninas ou eventuais brigas.
Naqueles tempos Darkeholy sempre estava frequentando o lugar quase diariamente e detalhe...mesmo sem fumar ou fazer sucesso com as garotas...

Um garoto de cabelos e olhos escuros, pele castanho claro com cerca de 1 metro e 80 de oitenta de altura com 18 anos encarava Darkeholy junto com outros alunos que gritavam eufóricos, seu nome era Edmund o bully do lugar. Filho de um conhecido politico adorava provocar alunos mais novos ou de estatura baixa.

Edmund: E ai maluco não vai falar nada não? Tava falando sozinho um tempo atrás, e ai?
Lucile estava no meio da multidão assistindo a tudo aquilo segurando a bolsa do amigo, os garotos gritavam e as meninas cochichavam no meio dos gritos.

Na mente do jovem um flashback mostrava como ele entrara naquela confusão toda, sentado num corredor ele analisava recortes de jornais e revistas dos locais onde varias crianças desapareceram semanas atrás. O único detalhe em comum eram que não havia ninguém em casa e nem sinais de arrombamento apenas vestígios de luta no quarto delas e portas destrancadas.
O valentão vinha pelo corredor junto com dois amigos intimidando os garotos menores ate ver o jovem sentado o ignorando em um banco fato este que o irritou, ele tenta arrancar o jornal das mãos dele sem saber que era Larry que o lia.
 O esper puxa o braço para o lado numa reação antecipada fazendo hospedeiro mover a perna um pouco pra frente, ao mesmo tempo Edmund tenta alcançar o jornal com as mãos que avançam. Indo em sua direção ele não nota um pé que o faz tropeçar bem diante de todo o corredor,  enfurecido o adolescente se levanta furioso apontando o dedo dizendo:

Filho da puta...Te pego la fora!

Darkeholy: Droga você não podia ter avisado que ele estava vindo?
Larry: Gosto de ler e alias eu não fui o único que se distraiu ou fui? O pé quem mexeu foi você com esses instintos mal talhados.
Darkeholy: Ai... Certo, certo eu resolvo isso...merda!
O garoto fica parado esperando o oponente que se aproxima lentamente, quando ficam cerca de um metro de distancia Darkeholy anda para trás, de costas ganhando distancia ele anda alguns passos ate parar próximo a uma pilha de carteiras velhas. 
Com o alvo encurralado o valentão puxa levantando ele pela gola da camisa, o bully encara nos olhos de seu inimigo incentivado pela multidão e levanta a mão preparando um soco.
O braço desce em direção ao rosto com velocidade, com um movimento do pescoço o rapaz evade o ataque que pega numa estaca de madeira, dando uma cotovelada no ligamento do braço Darkeholy se solta e ganha distancia novamente.
O grandalhão fica massageando o braço sentindo o ligamento que fora atingido, ele olha o oponente se afastando sem notar uma cadeira um pouco acima caindo que logo acerta seu ombro, ele grita enquanto Darkeholy apenas dava tchalzinho e corria indo embora em meio a gritos, risadas e gozações de todos.
Os alunos que estavam ali ficaram todos surpresos vendo o bully sentindo o braço deslocado chamando o oponente de covarde, maluco e toda sorte palavrões que o diminuiam ainda mais. Depois de correr por dois quarteirões Larry e seu parceiro finalmente se vêem livres da situação e planejam o próximo passo indo ate o porto da cidade.
Darkeholy: Ate que enfim, que bom que mais ninguém tentou impedir.
Larry: Amanhã você vai ser motivo de piada sabia, isso não te incomoda?
Darkeholy: Veja pelo o lado bom seu disfarce vai ficar cada vez melhor, afinal o esper que procuram é um grande guerreiro não um perdedor de um colégio.
Larry: Tem razão já é sorte o bastante termos uma pista para analisar a poucos quilômetros daqui.
Darkeholy: Se é mesmo uma pista né...
Larry: A primeira coisa agora é ir ate a comunidade de Santa Clara do rio Arari para verificar sobre o sumiço de uma garotinha, segundo testemunhas ela estava em casa junto com a avó que apenas afirma ter ouvido um grito nos fundos da casa antes do desaparecimento dela.
Darkeholy: Duvido que achemos algo afinal foi há três semanas mas não custa tentar.
Larry: Seria mais fácil se você tivesse feito como eu disse e ter falado para sua mãe que iria ficar um tempo na casa de uns amigos ou da namorada.
Darkeholy: Melhor assim acredite, temos três dias ate ela chegar de viajem, ate la podemos investigar pois meu irmão fica cuidando a casa.
O barco chega ao cais e os passageiros descem e descarregam cargas junto com a bagagem, meia hora depois o atendente o prepara para os novos passageiros que seguem viajem imediatamente. O barco segue através de uma chuva fina subindo e descendo com as ondulações do rio, 20 minutos de viajem depois chegam à comunidade de Santa Clara.
A comunidade era nova construída há poucos anos com a chegada de uma empresa madeireira no lugar, os moradores construíram a vila expandindo o acampamento usando programas educacionais e ongs estrangeiras 5 anos atrás mesmo apos o fechamento das atividades comerciais da empresa.

Após sair do cais Darkeholy se dirige ate a escola da menina desaparecida e ali coleta informações com estudantes do lugar afirmando ser para um blog, depois disso procurou a família da suposta vitima mas ninguém quis tocar no assunto e acabou sendo enxotado do lugar como um curioso qualquer que buscava fontes de tagarelices.
Sem opções foi ate as proximidades do lugar onde acontecera o desaparecimento da garota, uma mata nos fundos na casa da avó da jovem. O local era claro com flores e frutas ao redor ficando  exatamente a 20 metros do fundo da casa, eles andavam de um lado para o outro observando montes de folhas e galhos quebrados.
Darkeholy: O que procuramos?
Larry: Impressões... Não digitais é claro mas sim ondulações de alterações na realidade como aquela gosma que você viu saindo do corpo daquele esper no porão. Geralmente sempre sobra alguma coisa dependendo do que estamos lidando.
Darkeholy: Nunca vi você deixar nada por ai como uma aura, como é isso?
Larry: Acontece que eu opero de dentro do seu corpo por isso não ando espalhando sinais por ai já que não estou interagindo com nada diretamente e sim o seu corpo
Darkeholy: Hum...bom saber...ei, ta dizendo que dentro de mim ta cheio de gosma?
Larry: E mais como uma aura, uma impressão que fica nas coisas, vai saber acredite...
45 minutos de busca depois eles voltam para o cais sem respostas, no caminho discutem mais a respeito de todo o assunto.
Darkeholy: Vai ver perdemos muito tempo e a pista ficou menos fresca ou ate nem existe.
Larry: Detesto admitir porem chegamos tarde, vamos voltar para casa e pensar mais a respeito.

 O esper evitava prolongar à conversa tentando fazer com que o jovem pensasse menos nas vitimas, famílias e em como as crianças desaparecidas poderiam nunca mais ser vistas. Uma hora depois outro barco chega e o traz de volta para sua cidade. Indo para a casa ele algumas testemunhas da briga cochicham enquanto ele caminha, assim ele tranquilamente chega em casa logo trocando de roupa.
Depois de um banho decide relaxar no computar e verifica o email encontrando uma mensagem nova com os seguintes dizeres:

Seu mundo é um lugar sombrio?
Se sente perseguido?
Procurando respostas mas não sabe onde achar?
Descubra as verdades por dele no blog  Nerd Medonho

Larry: NerdMedonho? O que é isso?
Darkeholy: So um site que Lucile me indicou a respeito das Creepypastas, você não vive me observando o tempo todo? Como não viu eu acessando?
Larry: Eu procuro meditar profundamente quando estamos no seu quarto para preservar ao máximo sua privacidade. Não achou mesmo que eu ficaria te observando o tempo todo não e mesmo?
Darkeholy: Então...você basicamente se desliga?! E se eu precisar de você?!
Larry: Desde que siga todas as minhas instruções não vai precisar... Olha abriu uma pagina.

Na pagina haviam relatos e historias de terro com temática moderna acerca de jogos, filmes e outras mídias relatando possíveis mensagens subliminares, o jovem e o esper passaram a noite pesquisando todas elas procurando alguma coisa que seguisse o padrão dos desaparecimentos ate acharem uma em especial.

Darkeholy: E ele!
Larry: Faz sentido...


O Rake uma criatura lendária que ataca as pessoas durante o sono, seu modus operandi é bem simples assim que ele acorda a pessoa 4 vezes ele a mata ou some com ela para sempre, dizem que ao longo das aparições ele começa como um vulto que vai ficando mais nítido conforme os contatos seguem. A sombra vai sumindo com as visualizações ate que na quarta quando finalmente se mostra como um ser humanóide de pele fria bem branca, garras e olhos escuros com rosto disforme mata a vitima.

Darkeholy: E o mais logico pois todos ataques combinam com esses padrões.
Larry: Eh... pode ser mas materializar um esper em tão pouco tempo...
Darkeholy: Se uma for só pra passar adiante  a lenda...usando internet assim não seria nada  difícil.
O esper pensa consigo o quanto era conveniente o surgimento das creepypastas para o inimigo.
Darkeholy: E agora?
Larry: Agora... oquê?
Darkeholy: Como vamos pegar o rake e salvar aquelas crianças?
Larry: Não vamos...sinto muito.

Um clima pesado nasceu no quarto naquele instante,  e ele ficou ali por muito, muito tempo.