quarta-feira, 10 de julho de 2013

BONS TEMPOS DA LOCADORA DE RAIZ



Houve uma era antes da chegada do Playstation onde um homem que  não era rico ou tinha um pai abastado devia enfrentar filas para ter acesso ao que chamamos de “sua vez”  nos  lendários arcades antigos, onde ele tinha evitar derrubar o controle ou perdia meia hora. Sim amigos estamos falando de locadoras o lugar sagrado, mas diferente da era 32 bits a locadora de raiz era um ambiente mais  simples como os flipers porem organizada pelo senhor que nada perdoa o tempo.


CARTUCHOS A DIVERSÃO ENLATADA

Ali você era apresentado a um mostruário recheado de fitas ou assim chamado cartuchos com e espera para chegar o final do tempo contado num fichário ou televisões com timers controlados por um controle remoto. Como em algumas você só podia uma fita por hora e os funcionários tinham preguiça demais para se mover os jogadores usavam a artimanha de usar fitas 3 em 1 para assim poder ter mais opções de lazer no tempo disponível.



Outra opção que esses lendários estabelecimentos nos permitiam eram o aluguel dos aparelhos para que ligados a nossas televisões pudéssemos ter a experiência de ter o console em casa, o que geralmente resultava numa noite mal dormida em frente a uma televisão e um mega esporro na manha seguinte. Tudo valeria a pena se você zerasse o jogo que alugou e se não bem...pelo menos saberia bastante sobre ele  na próxima vez que o jogasse.



Existia também uma competição (que acontece de certa forma  hoje para acessar o serviço das pré venda com as redes super congestionadas estrangeiras) quando sai um lançamento limitado, nessa hora tinha peão dormindo na frente da locadora, tudo para garantir o game primeiro que os outros.
Existiam também situações que desafiavam a moral de qualquer um ali, jogar jogos como Super Metroid ou Mario sem a bateria só no speedrun ou ate um RPG perigando que um filho da puta qualquer apagasse seu progresso, era de enlouquecer.
PODIA NÃO TER O CONSOLE MAS TER O CARTÃO ERA SAGRADO

Isso gerava um comercio pela exclusividade do acesso fato esse que me lembrou eu uma vez onde de sacanagem deletei um save de um cara que praticamente tinha uma vida com uma puta do GTA Vice City, ele ficou mais chateado que um palmeirense chamado de corintiano.
Como podem ver por mais que fossem tempos difíceis essa dificuldade era o “charme” daquela época, dizer que zerou um jogo era mais que superar a dificuldade dele, era uma missão pessoal em alguns (muitos ...principalmente os do nintendinho) casos.
E pra você gamer novato desses tempos modernos que não entende toda essa falta dessa era faz o seguinte vai pescar, ou andar de bicicleta sabe...Fazer algo que exija muito mais de si como arte manual ou coisa parecida que a sensação de conquista será a mesma de quem o fez a primeira vez.