domingo, 10 de novembro de 2013

DOSSIÊ LARRY #09



Três meses se passaram desde minha entrada para a resistência, meus amigos e eu estamos conseguindo realizar diversas tarefas em cidades próximas usando táticas de guerrilha. Infelizmente o inimigo possui uma fachada poderosíssima as mundialmente famosas indústrias Walsh que e os permitem pesquisar e criar novos focos quase que diariamente usando seus recursos financeiros.
Aparantemente grande parte desses ataques esta sendo atribuído a vândalos misturados a manifestantes que se erguem em protesto buscando melhorias, o cenário de insatisfação popular é terrível para nós pois qualquer um pode ser um agente disfarçado.

Sandro – 12/11/2012


Meio dia um jornal local transmite um pronunciamento de um presidente, em suas inflamadas declarações ela repudia atos de vandalismo contra empresas estrangeiras atribuídas a um partido nacionalista de oposição. Os conflitos entre manifestantes com a policia geram um clima de vigilância e tensão comparável apenas ao antigo regime militar, em todos os bairros haviam policiais nas ruas atentos a pequenos grupos de mais de 3 pessoas conversando como se vendo um roubo a banco.

Em frente a um poste 3 jovens observam as noticias do telejornal através da vitrine de uma loja de eletrônicos, eram 18:00 horas e a noite vencia o Sol no horizonte laranja.

Sandro: Droga...é uma pena eles terem que pagar o pato.
Daniele: Não podemos fazer nada afinal ninguém sabe da nossa existência.
Raul: Sem falar que eles podem muito bem estar incitando essa revolta em suas fachadas buscando uma desculpa para reforçar a segurança as claras para nos pegar.
Sandro: Como se a situação não pudesse piorar, afinal não foi seu apartamento que foi queimado todo.
Raul: A culpa foi sua por usar seu poder para espiar meninas.
Sandro: Mas o que eu posso fazer essa é a natureza dele, se quer reclamar fala alguma coisa pra ele não é Daniele?!
Daniele: Não reclama não como se sua vida fosse uma maravilha sozinho naquele ovo com suas revistas pornôs, quanto a sua identidade já estamos providenciando uma nova.
Sandro: Mas...mas...minha coleção se foi...
Raul: Chega de “mas” vamos começar logo com isso.

Os três se dirigem rumo a uma construção onde podia se ver apenas o esqueleto das vigas de metal com materiais de construção por todos os lados, estranhamente vários vigilantes guardavam o perímetro. Minutos depois num prédio ao lado o trio observa a areá toda com a lua em suas costas do topo, Raul faz um sinal e Sandro estralando as mãos grita uma palavra para invocar seu esper.

Sandro:HEN...TAI!

Ao falar aquilo escamas saem de sua pele lhe cobrindo todo o corpo se deformando, em poucos instantes uma roupa similar a de um motoqueiro que lhe cobre da cabeça aos pés e logo ele se vira aos amigos e diz:

Sandro: Me passem a munição!

Daniele com uma cara fechada lhe passa uma sacola cheia de revistas pornôs, Sandro as observa folheando rapidamente e sua armadura vai ficando vermelha, ele joga a revista que queima no ar virando cinzas antes mesmo de tocar o chão. O motoqueiro pega impulso vencendo a gravidade saltando no ar girando e caindo com um chute seguindo para o centro da construção.

Os vigias do lugar são surpreendidos por um forte tremor e logo por uma imensa cratera que se forma revelando um piso inferior subterrâneo e no centro dele um motoqueiro misterioso se ergue em meio a nuvem de areia emanando um brilho vermelho radiante numa visão apavorante.

Raul: Nunca deixo de me surpreender ao ver quanto poder ele tem.
Daniele: Um esper movido por safadeza...isso sim é incrível.
Raul: Milha vez!

Das costas do garoto um homem vestindo uma manta sai saltando em direção aos vigias em velocidade impressionante, ele salta de um lado ao outro como de forma veloz desviando de balas e atingindo seus alvos com golpes de artes marciais deixando todos inconscientes. Raul fica ajudando seu parceiro a esconder os corpos em lugar longe da recém feita entrada e a colega avança atrás de Sandro.

Daniele mais a frente descia ate o buraco recém formado seguindo o motoqueiro que corria velozmente apesar do tamanho através de um corredor feito de ferro destruindo metralhadoras que surgiam para tentar deter seu avanço com chutes e socos.
Ao arrombar a porta no final do corredor ele se depara com uma escadaria que se estendia por metros mais abaixo no solo, sem usar ela saltando pelo vão no meio entre os andares ele cai mergulhado nas sombras.
 Seguindo o rastro de destruição Daniele corria e logo Raul a alcança montando nos ombros de seu esper que não exibia sinal de cansaço.

Raul: Ele parece bem animado hoje, que revista você comprou?
Daniele: G-Ga…Garotas Play Plus!
Raul: Nossa ele vai pegar fogo, tenho pena dos caras hoje.
Sandro atinge o fundo da escadaria e segue em frente numa sala onde vários homens tranqüilamente ignoravam o alarme sentados em mesas de escritório com divisórias simples parecendo um escritório normal. Estranhando a calma deles ele caminha lentamente por eles ate ouvir uma voz grossa num tom formal.

???:Confuso com algo?

A voz vinha de traz dele e imediatamente o faz se virar dando de cara com um homem vestido de forma simples similar aos outros nas mesas usando roupas comuns, ele remove a gravata e desabotoa a camisa passando a língua nos lábios.

Sandro: O que você fez com essas pessoas?!

???: Nada, elas apenas sabem que não importa o que você faça não podem mudar nada.
Sandro: O quê?!
???: Eles não têm por que se incomodar se um inseto ou dois são mortos por mim!

De repente uma forte energia joga Sandro para fora daquele lugar o arremessando no chão fazendo quicar duas vezes atravessando duas paredes de concreto, o homem tranquilamente o segue caminhando sem fazer muito barulho de forma elegante com seus sapatos sociais. O rapaz se ergue em posição de combate encarando o adversário que pega a gravata agitando no ar gerando outra pressão esmagadora vindo por cima fazendo o se ajoelhar no chão.

???: Não vai ser mover mais que isso, assim que a energia do seu esper acabar será esmagado como um inseto insignificante.

Nesse instante o esper de Raul surge atrás dele chutando forte no pescoço, o homem voa afundando numa parede de concreto que lança uma nuvem de poeira e escombros, a pressão em cima de Sandro desaparece e Daniele o ajuda a levantar.
Raul o observa lado a lado com seu esper esperando a reação do inimigo, da nuvem de poeira o homem se ergue inabalável com uma expressão tranqüila e diz:

???: Outro inseto pra esmagar?
 
Ao dizer isso Sandro salta no ar girando e desferindo um chute, o inimigo rapidamente pega sua gravata e chicoteia criando uma pressão contra o golpe. Como um dedo dividindo as águas de uma torneira o chute passa pela pressão do ar atravessando o peito do adversário que é jogado ao chão afundando 2 metros numa cratera.
 
Sandro: Vê se aguenta a ferroada desse inseto!

A mão do oponente tenta subir mais uma vez apenas para depois cair no chão soltando a gravata e nunca mais se levantar novamente, os homens na sala antes imóveis começam a correr desesperadamente desligando as estações colocando documentos dentro de pastas enquanto os jovens avançavam sendo evitados por todos.

Eles chegam numa sala com um maquinário estranho onde um esper dormia dentro de um frasco, sua aparência era humanóide com traços felinos, Daniele aperta um botão no maquinário libertando a criatura que sorri e dando uma cambalhota para trás desaparece. Raul estala os dedos e seu parceiro sai correndo rapidamente novamente espalhando pequenos circuitos similares a pen drives pelos andares, com o trio já em cima novamente na superfície Raul ativa os circuitos explodindo todo o lugar criando um buraco que se estende por mais de 300 metros de profundidade no meio da construção com rachaduras na rua e predios proximos.

Colégio Imaculada Conceição – 11 horas do dia seguinte...

Darkeholy merendava no refeitório da escola observando as noticias locais em seu celular buscando as atividades dos protestos em especial os vândalos misturados aos manifestantes, nada de novo ate ouvir sobre um desabamento numa construção. Ele olha a noticia ate notar com seus sentidos o perfume de Joana a poucos metros de sua mesa, rapidamente muda o endereço do site e continua observando ate sua amiga chegar lhe abraçando.

Joana: E ai como foi o teste?
Darkeholy: Muito bom e o seu?
Joana: Muito difícil, o professor pegou pesado.
Darkeholy: Estou desapontado, afinal você passou os últimos três dias estudando comigo.
Joana: Há...ha há! Pois é né...

O telefone toca e Darkeholy atende enquanto Joana tira da bolsa um pudim abrindo a embalagem ate ver uma expressão estranha no rosto do rapaz que derruba o aparelho.

Manaus – 16:00 daquele mesmo dia.

Na base da resistência um velho galpão Raul meditava enquanto seu esper praticava com uma espada samurai, Daniele observava noticias no laptop e Sandro saia do banheiro molhado com uma toalha na cabeça.
Danielle: O jornal anunciou um vazamento de gás na área, os bombeiros ainda buscam por problemas naquela região.
Raul: Seja qual for o plano deles vai sofrer um atraso de pelo menos um mês.
Sandro: Conseguimos então, legal!
Daniele pausa por e chama o amigo para ver algo no PC, era a noticia de um serial killer que atacara perto dali na cidade de Itacoatiara mais exatamente na casa de Darkeholy.

Itacoatiara – 2 dias depois...

Sozinho em casa um jovem observa a sala onde toda sua família fora morta por um assassino, sem dormir há horas ele se senta num canto e mergulha no espaço mental criado por Larry, ali ele observava as memórias que aparecia no horizonte se repetindo  varias vezes ate desabar chorando muito falando sozinho.

Darkeholy:Me perdoem...se...se ao menos eu não tivesse me envolvido com isso...
Sentado ali sozinho seu corpo deixa uma lagrima correr pelo rosto, no fundo de sua mente as lembranças começam a ficar embaçadas se combinado formando imagens desconexas e disformes ate o caos tomar conta de tudo com sua consciência mergulhada profundamente nas memorias. 

De volta ao farol Raul e os outros pesquisavam mais a respeito daquela noticia sem Sandro entender bem o motivo da urgência.

Raul: Mais alguma noticia?
Sandro: Não apenas ainda buscam o assassino.
Daniele: Nada ainda nem mesmo nos nossos informantes próximos.
Sandro: Por quê a pressa toda hein?
Raul: Esse era o cara que Larry usava como hospedeiro anteriormente, se esses eventos são relacionados a H.N isso quer dizer que o disfarce foi comprometido de alguma forma.
Enquanto isso Joana aparece em frente a casa do colega observando, era meia noite e o céu estava coberto de nuvens lançando as trevas por toda a Terra.