quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

DOSSIÊ LARRY #10



A campainha toca e logo ouvem se os lentos passos de uma pessoa que avança por um corredor, com as roupas amassadas junto com um rosto claramente abatido ele atende a porta. Ao abrir ela a pessoa se depara com uma jovem linda com olhar preocupado trazendo uma sacola cheia de doces, legumes e frutas frescas.
Joana: Ah  ola...posso entrar?
Darkeholy: Pode...
Os dois avançam por um corredor indo em direção a sala passando direto e  se sentando num móvel na cozinha frente a uma mesa pequena de madeira forrada com toalha e plástico por cima.
Joana: Eh...meus sentimentos, sei que deve estar cansado de ouvir isso afinal tudo foi uma  grande fatalidade infeliz.
Darkeholy: Hum...obrigado...eu acho.
Joana: Eu trouxe esse um lanche comigo, aposto que ainda não comeu nada hoje.
Darkeholy: Uh...não se incomode prometo que ficarei bem.
Na mente de Joana ela não deixava de pensar se ele era mesmo um alvo, com sua família totalmente destruída e sozinho aquele seria o momento perfeito para um ataque de fúria revelando assim sua aura. A sonolência e apatia dele eram normais para a situação desesperadora de um homem normal mas para um soldado numa guerra secreta aquilo seria a gota d’água.
Joana: Vou preparar algo pra você, posso usar a cozinha?
Darkeholy: Pode...pode sim – com a voz quase rouca.
Ao mesmo tempo Raul e os outros chegam ate a frente da casa dele passando direto sem olhar para ela conversando coisas mundanas pré estabelecidas, usando o recesso de suas mentes eles se comunicavam deixando seus corpos agirem com um padrão pré estabelecido.
Sandro: Como vamos falar com ele?
Daniele: Não podemos chegar e bater dizendo “oi sinto por sua família então, vamos lutar” não é, dependendo de como ele é a mente dele pode estar um caos completo agora.
Raul: Se nos estamos aqui com certeza deve haver alguém, por hora vamos olhar de longe nos revezando em turnos.
Joana fritava ovos no fogão enquanto seu colega se trocava no quarto após um banho, segundos depois ele se senta a mesa e prepara uma xícara de café puro.
Darkeholy: Obrigado mesmo pelo apoio.
Joana: Amigos são para essas coisas e por falar nisso tem noticias daquela sua outra amiga?
Darkeholy: A Lucile?! Desde a mudança não muita novidade, apenas trocamos poucos  emails porem ontem ela me mandou um abraço.
Joana: Então é assim não é...a distancia não tem pena mesmo, sinto muito.
Darkeholy: Acho que ela arranjou um namorado ou algo parecido...bom pra ela.
Joana: Meus pais estavam pensando em se mudar daqui, eles acham que não é mais como era antes com essa criminali...hum me desculpe eu não queria...
Darkeholy: Não se preocupe afinal é assim como as coisas são certo, não podemos fazer nada quanto a algumas coisas, mas tudo é tão...tão...droga!
Depois do café a garota sai deixando ele sozinho descansando, no lado de fora Raul e os outros se revezavam sem chamar a atenção. Deitado em sua cama Darkeholy mergulha fundo em sua mente adentrando os mais terríveis sentimentos sombrios.



Então é assim que sente uma vitima impotente... incapaz... totalmente fraco. Esse ódio, essa dor, essa sensação, tudo é estranho como se estivesse faltando algo... Pai, mãe, irmão... juro por tudo que passaram que vou fazer eles pagarem, cada um deles

Na manhã seguinte Joana volta para visitar seu colega e encontra a casa toda escura, ela tenta ligar a luz sem conseguir então avança para dentro do local iluminado por feixes de luz matinal que passavam pelas janelas fechadas e aberturas do lugar.
Joana: Oi...ola? Estou entrando!
Sem resposta ela avança em direção a cozinha usando a pouca luz do sol atrás dela como iluminação que aos poucos perde a força conforme avança, chegando na cozinha  deixa a bolsa em cima da mesa indo em direção a sala. No corredor ela vê seu colega parado de pé de costas para ela com uma mão na parede num canto pouco iluminado.
Joana: Então você esta ai...
De repente a visão dela fica turva e sentindo o corpo ficar cada vez mais pesado, a moça cambaleia ate por fim cair deitada no chão, com muita dificuldade ela consegue manter os olhos entre abertos vendo de forma turva e embaçada algo a arrastando para algum lugar desmaiando depois.
Sandro troca de turno com Raul que imediatamente se acomoda no canto atento a tudo, dentro da casa o ventilador de teto fazia o ar circular mantendo o ambiente fresco. Frio uma sensação intensa reconhecida imediatamente pelo corpo, tão intenso que a traz de Joana que se acha deitada num com o amigo sentado ao seu lado.
Darkeholy: Você esta bem?
Joana: Sim...o que aconteceu...me sinto tão pesada.
Darkeholy: Hum, você desmaiou no corredor e eu te trouxe para o sofá.
Joana: Ai ai ai...que dor de cabeça é essa?
Darkeholy: E apenas o efeito da minha habilidade.
Joana: O quê?! – Diz ela com uma expressão de surpresa.
Darkeholy: Se não fosse assim como é que eu poderia arrancar coisas de você?
Ao ouvir isso ela tenta se levantar sem sucesso, sendo puxada de volta para o sofá repetidas vezes, Darkeholy fica imóvel apenas observando a cena com uma expressão tranqüila mas com um olhar que parecia trazer uma tempestade.
Joana: Droga...o...que esta havendo?! Por quê não posso me mover?!
Darkeholy: Essa é minha habilidade eu chamo de MESTRIA com ela posso distorcer a realidade maximizando as funções das coisas a minha volta.
Joana:O...o...quê?...Isso é impossível...!
Darkeholy: Interessante não e? Mesmo esse simples sofá se torna uma efetiva arma se eu amplificar o poder de relaxamento dele.
Ele amplifica o poder aumentando a pressão que o corpo da moça afunda alguns centímetros na superfície do móvel como se pressionado todo ao mesmo tempo por uma força gravitacional intensa.
Darkeholy: Viu... seu corpo simplesmente parece pesado como rocha no meio da lama que é o lugar de todos vocês.
A expressão de Joana muda para uma cara raivosa e agressiva, sua aura começa a fluir ao redor do corpo iniciando um contra ataque porem rapidamente some se dispersando para a surpresa dela.
Darkeholy: Não adianta, se seus músculos estão relaxados obviamente sua aura não flui com controle efetivo, sem falar que basta amplificar um pouco mais que você ...
Ao falar isso a aura de Joana some completamente se dissipando ao redor dela provocando tonturas e suor quase a desmaiando.
Joana: O quê...vai...fa...zer?!
Darkeholy: Agora vamos passar um pequeno tempinho juntos afinal somos amigos não somos? – Com um sorriso cínico no rosto.
Raul que observava sozinho o lugar sozinho por horas de repente vê uma explosão destruir a casa inteira, confuso ele corre em direção ao lugar e vê Darkeholy saindo dali com uma bolsa nas costas.  Ele avança pela calçada e nota o rapaz o observando sua casa em chamas, ele rapidamente se aproxima e diz:
Darkeholy: Foi Larry que mandou você aqui?
Raul: Larry? Do que esta falando eu...estou só...
Darkeholy: Não se faça de tonto, você fede a aura e seu esper é tão agressivo que parece que vai arrancar minha cabeça a qualquer minuto.
Raul: Hum...nesse caso sim...foi ele.
Darkeholy: Vamos indo, meu disfarce já era então não tenho mais nada que fazer aqui. Alguma coisa contra?
Raul: Não...Eh eu soube sobre sua família,eu sinto muito mesmo bem sei como é.
Darkeholy: Não sinta por mim, sinta por eles e por essa guerra.
Raul: Meu nome é Raul qual é o seu?
 Dark...meu nome é Dark.
A partir daquela dia uma parte muito importante morreu nele, algo que mudaria sua vida e seu destino para sempre.